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Estádios ficaram 42% mais caro que o planejado

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Artigo publicado na Revista Mundo Project Management (edição agosto/setembro-2014) com o título “Gerenciamento de custos: estimativas, controle e ação” mostra que gerenciar os custos de um projeto torna-se vital para seu sucesso, considerando as limitações orçamentárias das organizações na atualidade. Assim, quanto ao planejamento, as estimativas devem ser realistas. Na execução, o controle deve utilizar um método fácil e prático, com revisão periódica das estimativas, incluindo ações corretivas para ajustes na rota.  Gerenciar os custos do projeto de modo profissional torna-se, no mínimo, condição necessária para o sucesso de um projeto. Todavia, não é uma condição suficiente.

 

Cidade

Estádio

Novo (N) ou 

Reforma (R)

Custo Previsto
(em R$ milhões)

Custo Final
(em R$ milhões)

Variação

Belo Horizonte (MG)

Mineirão

R

426,1

695,0

63,1%

Brasília (DF)

Mané Garrincha

N

745,3

1.400,0

87,8%

Cuiabá (MT)

Arena Pantanal

N

454,2

646,5

42,3%

Curitiba (PR)

Arena da Baixada

R

184,5

326,7

77,1%

Fortaleza (CE)

Castelão

R

623,0

518,6

-16,8%

Manaus (AM)

Arena Amazônia

N

515,0

669,5

30,0%

Natal (RN)

Arena das Dunas

N

350,0

400,0

14,3%

Porto Alegre (RS)

Beira Rio

R

130,0

350,0

169,2%

Recife (PE)

Arena Pernambuco

N

529,5

532,6

0,6%

Rio de Janeiro (RJ)

Maracanã

R

600,0

1.050,0

75,0%

Salvador (BA)

Fonte Nova

R

591,7

689,4

16,5%

São Paulo (SP)

Arena Corinthians

N

820,0

1.200,0

46,3%

Total

 

5.969,3

8.478,3

42,0%

Para a Copa do Mundo de Futebol – FIFA 2014 foram construídos seis estádios no país e reformados outros seis. Os custos apurados excederam o planejamento original em 42%, pois o valor total previsto para as obras era de 5,97 bilhões de reais e atingiu-se 8,48 bilhões (BARROS, 2014). Curiosamente, o estádio que teve uma maior variação foi o Beira-Rio de Porto Alegre com 169,2% em relação ao orçamento original, sendo que o mais caro foi o de Brasília (1,4 bilhão de reais), que é o mais custoso do mundo, considerando o valor por assento. Dos 12 projetos, apenas um (Fortaleza) teve custo final inferior ao previsto e Recife teve uma variação pouco representativa (0,6%).

O descolamento de custos entre o previsto e o realizado nos estádios do país para a Copa, devem ser avaliadas e auditadas por órgãos competentes, para que se possa aprender com os erros, evitando que situações similares voltem a ocorrer; afinal, o país seguirá sediando grandes eventos internacionais. Há de se refletir sobre a crescente profissionalização da área de Gerenciamento de Projetos, e também, sobre o uso adequado do dinheiro público.

 

 

Referências:

BARROS, Felipe. Placar. São Paulo: Editora Abril, 10 jun. 2014. Custo dos estádios da Copa de 2014 ficou 42% maior que o previsto. Disponível em: http://placar.abril.com.br/materia/custos-dos-estadios-da-copa-de-2014-ficaram-42-maiores-que-o-previsto. Acesso em: 19 jul. 2014.

TERRIBILI FILHO, Armando. Gerenciamento de custos: estimativas, controle e ação. Revista Mundo Project Management. Edição Ago/Set. 2014. p. 50-56.

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